Notícia

Marcas: as vantagens (e desvantagens) de chegar primeiro

16/07/26

Quais as vantagens e desvantagens de “chegar primeiro” como marca?

Uma notícia no B9 abriu espaço para um debate importante sobre as marcas e o tempo delas. Segundo o portal, a Fiat criou uma campanha declarando seu amor pelo Brasil e utilizando os 50 anos da empresa no país como trunfo.

Ao declarar seu amor pelo país, a marca italiana de automóveis devolve aos brasileiros o que ela entende como o apoio dado à marca ao longo de tantos anos. No entanto, ao noticiar isso, o site lembra que uma outra história relacionada às montadoras de carros está sendo contada no Brasil.

A chegada dos novos

Enquanto a Fiat segue como a maior montadora de carros no Brasil, sendo de longe a que mais vende carros no país, a chinesa BYD cresce a olhos vistos, já ocupando a quinta posição entre as marcas de automóveis, acima da Toyota e Renault.

Segundo a notícia, a BYD pode muito bem alcançar a Fiat em preço, tecnologia e eletrificação. “O que ela não pode fabricar, importar nem subsidiar são 50 anos de memória”, afirma o texto, que também destaca a campanha da Chevrolet e seus 100 anos no Brasil.

Marcas antigas tem história, mas isso é suficiente?

Um importante questionamento que podemos fazer sobre as marcas é a história que elas carregam. Qual a importância do tempo na construção de uma marca? Ou melhor: quando isso deixa de ter importância?

Nas últimas semanas, vimos um debate substancial no Brasil sobre a nova “emissora” de TV a exibir os jogos da Copa do Mundo. No último dia 14 de julho, a TV Globo deixou de exibir uma semifinal do mundial pela primeira vez em 56 anos.

Se uma marca tem história, ela deve valorizar isso na sua relação com o cliente e gerar valor a partir da nostalgia do público. Mas na hora de realmente gastarem dinheiro, as pessoas talvez não se importem muito que o avô teve um Fiat 147 ou que o primeiro carro da vida foi um Uno. Na hora de ver o jogo de futebol, faz diferença o ver o logo da Globo e o jingle famoso, ou só queremos acompanhar os gols?

Quando vamos ao restaurante da cidade, buscamos uma comida boa, ou nos importamos com o “desde 1937” no letreiro? A conexão do público com a marca vai muito além da tradição, ainda que ela seja um ótimo ativo para aqueles que a possuem.

imagem: unsplash