Sim: agora vai ter anúncios no ChatGPT.
O mês de janeiro foi marcado por um anúncio importante do chatbot mais famoso do mundo: a OpenAI, dona da IA mais famosa do mundo, o ChatGPT, anunciou que terá um plano de inserção de anúncios para usuários que não assinarem a versão paga da plataforma.
Segundo matéria do Meio & Mensagem, os primeiros testes começam a ocorrer nos Estados Unidos, mas é claro que a ideia é ampliar para todos os mercados. Alguns profissionais de publicidade acreditam que a iniciativa pode representar uma grande transformação na publicidade digital.

De acordo com a reportagem citada, a grande mudança que os anúncios em uma plataforma de IA podem causar está no fim da dependência de palavras-chave como base. No ChatGPT, é o contexto que passa a ser mais relevante.
Com 800 milhões de usuários ativos, o ChatGPT pode ser uma grande possibilidade para o mercado, especialmente porque, na busca por respostas na plataforma, o usuário não busca por “keywords secas”: ele descreve suas preferências e intenções, além de fazer perguntas mais específicas ao bot. É isso que oferece às marcas a possibilidade de ter desempenhos com mais relevância e contexto. Segundo o Meio & Mensagem, estima-se que os anúncios no ambiente do ChatGPT venham a movimentar cerca de US$ 25 bilhões por ano.
Segundo o site Conversion, a OpenAI deve se valer de três pilares para promover anúncios ao usuário: o tema da conversa principal, os chats anteriores (caso acionados) e as interações anteriores com anúncios. No exemplo dado, é citada a situação em que uma pessoa pede por receitas e pode se deparar com anúncios de kits de refeição ou serviços de delivery.
A interação das pessoas com o bot permite que se saiba mais informação sobre ela e sua necessidade de resposta. Quando alguém pesquisa por algo, o sistema de anúncios do Google tem apenas a palavra-chave do assunto que interessa, mas não sabe nada além disso. Quando se tem a possibilidade de a IA fazer mais perguntas ao usuário para se aprofundar, ou de já receber o contexto na pergunta, o anúncio pode ser muito mais direcionado.
Para as empresas anunciantes, o cálculo de métricas tende a ser ainda mais complexo, e deve envolver uma mudança de paradigma: as marcas deixariam de desenvolver respostas e passariam a desenvolver conversas. A integração de dados de conversão também deve ser uma tarefa árdua nesse novo processo. Para além disso, ainda leva um tempo até que todos se adequem a essa possível nova realidade.

Segundo pensadores mais críticos da atual situação das plataformas digitais, a mudança que trará anúncios no ChatGPT segue os mesmos parâmetros já vistos anteriormente em muitas outras plataformas e aplicativos: a presença dos anúncios tende a criar experiências cada vez piores aos consumidores, que passam a ter um determinado serviço piorado em função do lucro da plataforma em si.
O termo “enshittification”, que pode ser traduzido para “merdificação”, foi cunhado por Cory Doctorow, autor do livro homônimo. Para que as pessoas não fiquem reféns de plataformas que quase monopolizam certos serviços, evitando assim o que Yanis Varoufakis chamou de tecnofeudalismo, muitos especialistas cobram legislação e regulamentação das plataformas de IA que promovam, acima de tudo, transparência.
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